Vento
Este vento que volteia
que me desnuda e despenteia
beija-me o rosto e cobre-me o corpo
de pólenes dourados finos
perfumados
e eu ao vento
apalpo-o por dentro
percorro-lhe a transparência
sinto-lhe o corpo sibilante
forte
exultante
e respiro-o por inteiro
e deixo-me ir a levitar
como frágil ovo de aranha
em fio transparente
a aportar em algum lugar
redonda de vento
só corpo sentidos e momento
Imperfeita Talvez Semente / Carla Simone Azevedo - Canto das Letras - p/António Gil
Onde Quero Estar
[...]
Nas ondas altivas
E tumultuosas do mar,
Onde minhas cinzas irão lançar,
Espargidas suavemente,
Embaladas pela brisa,
Poderei então, eternamente,
Ficar contigo, minha Mãe!
Degraus / Osvaldo Énio - Canto das Letras - p/ Lénia Courelas
fotografia / ASAS
quinta-feira, março 14, 2013
terça-feira, março 05, 2013
Canto das Letras
Realiza-se na próxima sexta feira, dia 8 de Março, às 16 horas, o "Canto das Letras", na Biblioteca Municipal Manuel José do Tojal em Santo André. "Tema Livre". Como coincide com o Dia Internacional da Mulher, pode trazer consigo um livro ou apontamento de uma autora da sua preferência para partilhar connosco...
Esperamos por si!
sábado, março 02, 2013
O QUÊ? COMO? PORQUÊ?
Primeiro Workshop sobre a Crise Financeira - O Quê? Como? Porquê?
Academia Sénior de Artes e Saberes / ASAS
Por, Bárbara Palma Cantinho
quinta-feira, fevereiro 28, 2013
Se
Se és capaz
de manter a tua calma quandoTodo o mundo ao teu redor já a perdeu e te
culpa;De crer em ti quando estão todos duvidando,
E para esses no entanto achar uma desculpa;
Se és capaz de esperar sem te desesperares,
Ou, sendo odiado, não mentir ao mentiroso,
Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires;
Se encontrando a desgraça e o triunfo conseguires
Tratar da mesma forma a esses dois impostores;
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
Em armadilhas as verdades que disseste,
E as coisas, por que deste a vida, estralhaçadas,
E refazê-las com o bem pouco que te reste;
Se és capaz de arriscar numa única parada
Tudo quanto ganhaste em toda a tua vida,
E perder, e ao perder, sem nunca dizer nada,
Resignado, tornar ao ponto de partida;
De forçar, coração, nervos, músculos, tudo
A dar seja o que for que neles ainda existe,
E a persistir assim, quando, exaustos, contudo
Resta a vontade em ti que ainda ordena: "Persiste"
Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes
E, entre reis, não perder a naturalidade,
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes
Se a todos podes ser de alguma utilidade,
E se és capaz de dar, segundo por segundo,
Ao mínimo fatal todo o valor e brilho,
Tua é a terra com tudo o que existe no mundo
E o que mais - tu serás um homem, ó meu filho!
Rudyard Kipling - Tradução de Guilherme de Almeida
Publicado p/
Teresinha
sábado, fevereiro 23, 2013
quinta-feira, fevereiro 21, 2013
Troca de Livros
(clique na foto p/ ampliar)
Caros Associados da ASAS, se teem em vossa casa livros que já leram mas que não estão interessados em manter na biblioteca, "traga um livro e leve outro" que não tenha lido ainda, à vossa escolha. Os livros para troca encontram-se no bar da Academia. Uma iniciativa do Canto das Letras, sugerida pela Carolina Palminha e que resultou já em algumas trocas bem sucedidas.domingo, fevereiro 17, 2013
Canto das Letras - Tema Livre
Realizou-se no passado dia 8 de Fevereiro de 2013, na Biblioteca de Santo André, mais uma sessão do Canto das Letras. Foram lidos e comentados alguns textos/contos partilhados, que estão ainda a circular entre alguns dos participantes. Tivemos a presença de Oswaldo Godinho que leu para nós, um pequeno excerto do seu livro, "Uma Terra Lá Longe", edição da Livraria Leya - Lisboa. António José Gonçalves, presenteou a assistência com alguns versos bem ao seu estilo, intitulados "7 e 7". Também, a Cidália Ribeiro que nos trouxe "O Caminho", em forma de poema. Entre os vinte participantes desta sessão, contámos ainda com a presença da nossa amiga, Carolina Palminha / PROSAS - Sines.
sábado, janeiro 19, 2013
Amanhã, hoje...
Amanhã, é o meu hoje,
Hoje o meu amanhã…
Neste momento aqui estou,
Amanhã sei lá onde estarei!
Hoje vou viver como posso,
Até quando não sei…
Adiar para amanhã
Não resolve a questão,
Se morrer, morri hoje
Amanhã estarei no caixão…
Adiar não adianta,
Hoje é que a vida é vivida,
Amanhã se lá chegar
Será outro dia de vida.
O passado é passado,
Amanhã é futuro
Mas hoje é presente
E presente será se,
Ao hoje de amanhã chegar…
Manuela Maranhão
Canto das Letras - 11-01-13
domingo, agosto 19, 2012
Kenny G - Morning
Voltámos com a "Manhã", porque de manhã, é que se começa o dia...
Voltaremos brevemente.
domingo, fevereiro 12, 2012
Adeus Amiga
(clique na imagem p/ ampliar)
Não: toda a palavra é a mais. Sossega!Deixa, da tua voz, só o silêncio anterior!
Como um mar vago a uma praia deserta, chega
Ao meu coração a dor.
Que dor? Não sei. Quem sabe saber o que sente?
Nem um gesto. Sobreviva apenas ao que tem que morrer
O luar e a hora e o vago perfume indolente
E as palavras por dizer.
Fernando Pessoa / Novas Poesias Inéditas
Sentida homenagem de todas/os, colegas e amigos da ASAS
quinta-feira, janeiro 26, 2012
Serões de Inverno
Na próxima sexta-feira, dia 27, tem lugar uma sessão de Canto das Letras, pelas 17 h e 30 m na Biblioteca de Santo André.
O tema desta sessão é “Serões de Inverno”.
Vamos recriar um ambiente de Inverno, com leituras alusivas, chá quente e bolinhos...
Participe escolhendo textos adequados e trazendo uma mantinha ou xaile aconchegante...
segunda-feira, dezembro 05, 2011
Prelúdio de Natal
Tudo principiava
Pela cúmplice neblina
Que vinha perfumada
De lenha e tangerinas
Só depois se rasgava
A primeira cortina
E dispersa e dourada
No palco das vitrinas
E dispersa e dourada
No palco das vitrinas
A festa começava
Entre o odor a resina
E gosto a noz moscada
E vozes femininas
Entre o odor a resina
E gosto a noz moscada
E vozes femininas
A cidade ficava
Sob a luz vespertina
Pelas montras cercada
De paisagens alpinas
Sob a luz vespertina
Pelas montras cercada
De paisagens alpinas
David Mourão Ferreira - colagem/ Ana Lança
quinta-feira, novembro 03, 2011
Canto das Letras - Árvore Mãe
Realizou-se no dia 28 de Outubro, na Biblioteca Municipal Manuel José do Tojal- Santo André - o 1º Canto das Letras, subordinado ao tema: Árvore Mãe - Percursos pelas histórias até hoje. Fomos gentilmente recebidos pela Naná, que nos conduziu ao espaço da "Hora do Conto", onde foram lidos alguns excertos de livros infantis, entre os quais, "Os Burros", livros esses que se caraterizam por terem muitas imagens e pouco texto. Como se tivéssemos entrado numa gruta, esse espaço revelou-nos algumas histórias que povoam ainda as nossas memórias de infância...
Obrigada, Naná!
domingo, outubro 23, 2011
Outonos...
terça-feira, outubro 11, 2011
Aula de Pintura a Óleo
terça-feira, setembro 27, 2011
PARABÉNS, Carolina!
O sol brilha, e o mar é azul,
O dia sorri,
a gaivota esvoaça
e tu no "calçadão"
sorris a quem passa!
Felicidades para ti!
domingo, setembro 04, 2011
terça-feira, agosto 23, 2011
"Mrs. Sixty!"
Sophia de Mello Breyner/ Obra Poética
terça-feira, agosto 16, 2011
Férias na Academia
Continuação de boas férias, a todos os colegas da ASAS - Academia Senior de Artes e Saberes de Vila Nova de Santo André .
(clique na imagem p/ ampliar)
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sexta-feira, junho 24, 2011
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