
quarta-feira, agosto 27, 2008
quarta-feira, agosto 20, 2008
MirandêsLas biaiges dua fuolhica
Era ua fuolha arrincada
por ua tal rabanada
que bolaba,
rodaba,
beilaba,
mas nun s’assustaba.
L aire assopraba por baixo
i chubie cumo un páixaro
a ua nubre
que l’ancubre
i nun çcubre
adonde se chube.
L aire assopraba po riba
i nun bie por adonde iba,
a rodar,
a gritar,
a chorar:
Ai! Bou-me a matar!
Mas la fuolha era lebica,
parecie ua prumica:
aparaba,
aterraba,
i çcansaba
se naide la pisaba.
As viagens duma folhinha
Era uma folha arrancada
por uma tal rabanada
que voava,
rodava,
dançava,
mas não se assustava.
Soprava o vento por baixo
e subia como um pássaro
a uma nuvem
que a encobre
e não descobre
onde se sobe.
Soprava o vento por cima
e não via por onde ia,
a rodar,
a gritar,
a chorar:
Ai! Vou-me matar!
Mas a folha levezinha,
parecia uma peninha:
pousava,
aterrava,
e descansava
se ninguém a pisava.
Fracisco Niebro. Apresentado na Festa das Línguas promovida pelo Ano Europeu das Línguas no Centro Cultural de Belém, em 28 de Setembro de 2001.
Lena Almeida
sábado, agosto 02, 2008
quarta-feira, julho 30, 2008
segunda-feira, julho 28, 2008
domingo, julho 20, 2008
quarta-feira, julho 16, 2008
Rosa Branca!
Publicou carolina
Pepe disse...
Quem tem, quem tem
Amor a seu jeito
Colha a rosa branca
Ponha a rosa ao peito
E quem não tem
Veja-se ao espelho
Ponha na lapela
Um cravo vermelho
20 Julho, 2008 19:20
quarta-feira, julho 09, 2008
Melancolia!

Bem hajas tu, amiguinha,
segunda-feira, julho 07, 2008
sexta-feira, julho 04, 2008
Ao vivo e a cores!... (Eu e Ele)

http://adasartesactividades.blogspot.com/
quarta-feira, julho 02, 2008
Mia Couto!
A maior desgraça de uma nação pobre é que, em vez de produzir riqueza, produz ricos. Mas ricos sem riqueza. Na realidade, melhor seria chamá-los não de ricos mas de endinheirados. Rico é quem possui meios de produção.
Rico é quem gera dinheiro e dá emprego. Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro. Ou que pensa que tem. Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele. A verdade é esta: são demasiado pobres os nossos “ricos”.
Aquilo que têm, não detêm. Pior, aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros. É produto de roubo e de negociatas. Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram. Vivem na obsessão de poderem ser roubados. Necessitariam de forças policiais à altura. Mas forças policiais à altura acabariam por os lançar a eles próprios na cadeia. Necessitariam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade. Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem.
O maior sonho dos nossos novos-ricos é, afinal, muito pequenito: um carro de luxo, umas efémeras cintilâncias. Mas a luxuosa viatura não pode sonhar muito, sacudida pelos buracos das avenidas. O Mercedes e o BMW não podem fazer inteiro uso dos seus brilhos, ocupados que estão em se esquivar entre chapas muito convexos e estradas muito côncavas. A existência de estradas boas dependeria de outro tipo de riqueza. Uma riqueza que servisse a cidade. E a riqueza dos nossos novos-ricos nasceu de um movimento contrário: do empobrecimento da cidade e da sociedade. As casas de luxo dos nossos falsos ricos são menos para serem habitadas do que para serem vistas. Fizeram-se para os olhos de quem passa. Mas ao exibirem-se, assim, cheias de folhos e chibantices, acabam atraindo alheias cobiças. O fausto das residências chama grades, vedações electrificadas e guardas privados. Mas por mais guardas que tenham à porta, os nossos pobres-ricos não afastam o receio das invejas e dos feitiços que essas invejas convocam.(Continua...caso lhe interesse ler todo o documento e garanto-lhe que vale a pena, clique no endereço):
http://www.macua.org/miacouto/MiaCoutoinSAVANA13122003.htm
.....
Publicou carolina, do livro "Pensatempos" de Mia Couto.
domingo, junho 29, 2008


“há predisajens com o xão” (2002) de ONDJAKI
estória para Wandy
quero dizer-lhe: muitos mais velhos começam assim uma estória: «era uma vez...» nós começaremos em mais crença: é uma vez uma menina que sabia uma estória. essa estória não era verdadeira, mas de tanto acreditar nela, a coisa se revoltou para averdades. era uma estória muito simples: que uma menina tinha contagiado toda a natureza com seus soluços, e que o universo todo vivia assoluçadamente, embora quem nele vivesse nunca tivesse notado. como a menina trouxera a estória para o mundo, já toda gente sabia e sentia seus soluços. essa toda gente veio falar com a menina: a única cura é a muita água!, agora nos regue devidamente – exigiram. a menina nunca tinha regado pessoas nem mundos, só árves e pulantas; e ficou triste. de triste que estava, chorou. da choradeira caíram as tantas lágrimas. da tanta inundação é que as pessoas do mundo deixaram de soluçar umas nas outras.
se não me põe crenças, queira explicar: porque o corpo humano, em sua maiorinterna percentagem, é composto de águas?
[enquerendo conhecer a outra vertente desta estória, procure Lueji]
estória para Lueji
é uma vez uma menina de muitíssimos soluços. tantos, que precisava de intervalo de soluço para respirar. não brincava a menina, pois tinha era que fazer medições pulmonares a fim de calcular inspira e expirações. para dormecer, era necessário pedir alguém soluçasse por ela, só assim ela se entregava a sonho sem sobressalto de peito. essa menina tinha um jacó: de tanto imitá-la, o jacó ganhou vício de soluçar, quase-quase igual nela. a menina tinha uma flor: um dia tocou na flor num momento assoluçado, pelo que a flor ganhou solucências também. um dia, uma abelha pousou na flor, e assim seu voo ficou abrupto de soluços. essa abelha pousou num lago, e tanto peixes como montanhas, já ninguém sabia de viver sem assoluçar. foi assim que o mundo se tornou ele próprio um soluço em todo o universo. hoje – desconto-lhe esse segredinho só para si – já ninguém nota isso porque a terra contagiou uns tantos planetas: o todo universo se soluça constantemente. assim, dividindo essa enorme soluçada, ninguém sabe que todos vivemos em saltitados assoluçamentos.
se não me põe crenças, queira explicar: porque vive o sol em tanta e tão amarelada sede?
[enquerendo conhecer a outra vertente desta estória, procure wandy]
Lena Almeida
quinta-feira, junho 26, 2008
Danças!

Lembrei que se calhar o pessoal que visita o nosso blogue, não sabe que o Grupo de Danças de Salão da ASAS, vai apresentar- se na Mega Festa de Aniversário dia 28 de Junho, próximo sábado, pelas 21,30 hs numa Tenda Gigante montada no IOS em Sines, onde apresentarão:
A Valsa Inglesa.
Além do nosso Grupo, estrão mais 150 dançarinos de todo o Litoral Alentejano, orientados pelo nosso querido professor de danças, Tó Mané.
O espectáculo será apresentado por Iva Domingues, da TVI.
Animação musical com ritmos latinos e africanos dos 'CAFÉ CREME'.
Entradas livres.
Será a única apresentação do grupo de Danças da ASAS este ano ao público.
Contamos com a vossa presença e apoio!
Muito obrigada!
Aparecida
terça-feira, junho 24, 2008
Doces recados...(da Aparecida)

sábado, junho 21, 2008
segunda-feira, junho 16, 2008
TUNASAS - Marchas Populares
quinta-feira, junho 12, 2008
Manjericos perfumados...
Publicou carolina
quinta-feira, junho 05, 2008
Estarei a assobiar????
É que me parece mesmo que estou a assobiar!...
Cuidado Mário que ainda perdes o protagonismo...
Esta fotografia foi tirada pela Aurora a mana da Teresinha.
Mandaram para mim.
Gostei! Daqui para a frente só quero que sejam "estas Manas" a fotografar-me.
São mágicas. Conseguem fazer de um ruim modelo. uma "estampa"!
Mas que modéstia a minha...
E já agora, pergunto:
Ninguém está com imaginação para escrever no nosso blog???
Está tão parado...
Vá lá, puxem da cabeça, copiem um poema, escrevam uma prosa, cantarolejem, assobiem...
sábado, maio 31, 2008
Dia Mundial da Criança
Súbitamente, Branca fugiu, como um débil raio, para os braços da mãe . Houve um silêncio súbito, e logo, num estrépito de cadeiras caídas, todos correram para trás dela, com um alvoroço impetuoso, olhando espantados para a janela.
O tonto do Platero! Com a cabeçorra branca encostado ao vidro, agigantada pela sombra, os vidros e o medo, comtemplava, quieto e triste, a doce sala de jantar iluminada.
Platero e Eu / Juan Ramón Jimenez - Fotografia, Gustavo Tente
( a minha homenagem a todas a s crianças, Teresinha)
segunda-feira, maio 26, 2008
Feliz Aniversário, João
Buon Compleanno, João
domingo, maio 25, 2008
P'ro JOÃO
É p'ra dizer que na ASAS
Há um "menino" a fazer anos...
Eu cá não sou de enganos
sou o contador dos anos
Quantos são?...
Quantos são?...
Hoje é dia vinte cinco!
Será que faz dezasseis!?...
Vinte cinco?
Dezasseis??...
Será mais um?
Ó homem já lhe disse:
São sessenta e um!!!!!....
Feliz aniversário João, com um abraço colectivo ASAS.
terça-feira, maio 20, 2008
"A Menina do Casaquinho Vermelho"...

-Enfeitou-se, comprou um "casaquinho vermelho", e colocou ao pescoço um lindo búzio, pendurado num fio de prata. Pôs o seu sorriso, de festa!!!... e lá foi ela, buscar uma cestinha á despensa. Colocou dentro o jantarinho... (Sardinhas à moda de Sines, levou o barquinho e tudo)... Rumando de seguida em direcção ao Salão de Festas dos Bombeiros, em Santo André.
- E agora?!!... Está calor cá dentro!
- Vou ter de tirar o casaquinho! Que coisa, logo agora!!!...
- Não faz mal, tiro-o e coloco nos ombros, vê-se na mesma, ainda por cima é vermelho!!!
Mas, os fotógrafos "oficiais", devido à grande afluência de convidados, não tiraram fotografias ao "casaquinho vermelho"... Ficou no filme, pronto, por aí tudo bem!
Mas, alguém, afinal tinha uma foto do casaquinho!!!........
- Pronto Carol, já podes dormir descansada. O casaquinho aí está!
Fotografia (de uma "Azinha")...
quinta-feira, maio 15, 2008
Olhos de espuma...

Olhar de mágoa...emudece
Que na alma transparece
Essa dor que em mim trazia
Ai ondas...que me tiravas
Do corpo dorido e frio
O sentimento vazio...
Do nada que tu me davas
Aqui sentada na areia,
Onde as gaivotas me beijam
As minhas pernas fraquejam
Nestas dores, que a vida ateia
Olhos doridos sem brio
Mãos cansadas de dormir
Eu tenho a alma a fingir
Que sou onda, e sou um rio.
Agora que sinto o vento...
Vejo a negra caravela
Como se fosse a janela
Que trago no pensamento...
segunda-feira, maio 12, 2008
domingo, maio 11, 2008
sábado, maio 10, 2008
Primavera!

Cheira a hera, e os malmequeres dançam embalados pelo vento.
Até as papoilas, abrem os olhos escarlates saudando a madrugada.
Abro a janela... as andorinhas numa doida correria, trazem nos bicos a benção para os ninhos.
Como é salutar ver os campos repletos de vida!
Mil cores, cheiros, e no ar a fragância dos dias ensolarados. Até o riso das crianças, têm o cheiro das violetas... é primavera, a vida resplandece subtil, harmoniosa, sedenta de sol, e no olhar dos homens transparece o desejo eterno de não deixar acabar o verde esmeralda...
quarta-feira, maio 07, 2008
setedemaio
É uma tarde cálida distante
que repousa na poeira dos dias
O seu perfume de terra madura
a ti regressa através da lonjura
Separado do medo desse dia
Percorres uma barrenta vereda
que por pedras e raízes termina
num largo ladeado por figueiras
já banhadas pela luz do poente
Maduros doces os figos
e debicados são em sedoso fervor
por pássaros com bicos de ouro
Poeira dos dias / Luís Viveiros
Feliz Aniversário, Gil.
segunda-feira, maio 05, 2008
sexta-feira, maio 02, 2008
quinta-feira, maio 01, 2008
quinta-feira, abril 24, 2008
O Ciclo cumpre-se!

O ciclo cumpre-se.
Chegou a Estação que brinca:
- Mais vento, menos vento
Mais calor, menos calor
Mais chuva, menos chuva...
As aves, os insectos, os reptéis, os maníferos (connosco inclusos), por isso, todos festejamos.
A esperança é renovada para a chegada dos dias de calor, do lagartar ao sol, das idas à praia.
Hoje o vento importuna-nos. Está a chover. E depois?
Teremos o cheiro a terra molhada, os pólenes acamarem esperguiçando-se nela.
A cor de lavado brilhará quando o Sol despontar e nos mostrar a profusão de verdes.
Deslumbro-me com o cheiro, forma e cor da inúmeras flores.
Quero lá saber se é frase feita, se as crianças é que a escrevem assim... uso-a saudando:
- Gosto de ti Primavera!
sexta-feira, abril 18, 2008
Assembleia Constituinte da ASAS
terça-feira, abril 15, 2008
Sol + Coração + nome = Primavera
Já bebeste o teu café?
- Estava bom?
- Queres mais alguma coisa?
- Eu, levo a tua chávena para dentro.
Não pude deixar de sorrrir. Fiquei ali, embevecida a olhar para aquela menininha de olhos azuis e os cabelos que caíam em cachos dourados, que queria apenas, sentar-se a meu lado, mas, de maneira que eu não tivesse nada mais que me ocupasse a não ser a sua presença...
- Queres que te diga uma poesia?
- Quero sim, diz lá! - Sabes dizer poesia?
Na escola todos juntos
aprendemos a crescer
nunca ninguém sabe tudo
todos temos de aprender.
Aprendemos matemática
um, dois, três, quatro
às vezes representamos
uma peça de teatro.
Aprendemos a ouvir
quando alguém está a falar
para pedir a palavra
pomos o dedo no ar.
- Queres ouvir outra?
- Também sei uma que aprendemos para o dia do pai...
- Olha tens um papel?
- É para eu escrever: O MEU NOME, UM CORAÇAO E UM SOL.
- Agora é para ti, para levares para a tua filha.
Sofia (nome fictício), cinco anos.
Postagem e fotografia/ Teresinha
terça-feira, abril 08, 2008
Primaveras...(Assim vão os tempos...)
sábado, abril 05, 2008
terça-feira, abril 01, 2008
Esperando...
Nesta manhã de verão antecipado, o meu corpo já pesado, pede descanso. Embebida em paz e felicidade, sinto-me sonolenta e de mente meio adormecida, flutuando na suave palidez desta madorna e preguiça de algodão doce.
Na silhueta do sonho viajo nas asas da fantasia e chego ao miradouro da lua, abraço o nosso amor ébrio e fecundado pelas constelações da nossa paixão.
Neste reflexo de leve letargia, sinto um pontapé na minha barriga redonda. Sorrio, espero outro que não vem e digo para mim própria: – Também estás preguiçoso e sonolento!...
Com as minhas mãos de esperança afago orgulhosa o volume da gestação avançada, neste acariciar de amor e magia encontro as tuas mãos sobre as minhas. Correspondo com prazer ao teu afecto e na fímbria entre o sonho e o despertar, segredo-te ao de leve:
- Quero que ele tenha os teus olhos azuis. Sorris orgulhoso e vaidoso, com enlevo respondes:
Na fluidez suave das nossas palavras sussurradas, sinto e vejo o mundo de véus coloridos. Nós dois abraçados, em paz e união esperando a chegada do nosso filho desejado.
Espargindo perfume como poemas, as plantas olham-nos na carícia da tarde, ao longe, como uma criança adormecida, oiço os violinos em sinfonia de amor e esperança.



















